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Cracolândias se espalham pelos municípios da região
O crack de frente e de perto é ainda mais assustador. A equipe do Diário percorreu os principais pontos de consumo da droga no Grande ABC, conversou com usuários e constatou que o problema está espalhado e encravado em todas as cidades da região.
Não existe uma única cracolândia, como a da Capital, com centenas de pessoas perambulando de um lado para o outro. O que há são locais menores, em que a história se repete, seja embaixo de viadutos, em fábricas abandonadas, estações de trem, postos de combustíveis desativados, praças e vielas.
Segundo pesquisa do governo federal, o crack já chegou a 98% dos municípios brasileiros. As cidades da região estão incluídas no grupo. Esses pontos são, na maioria das vezes, o próprio lar dos viciados. Sujeira, mau cheiro, cachimbos e abandono do poder público são marcas na vida dessas pessoas.
A presidente Dilma Roussef colocou o Plano Nacional de Enfrentamento ao Crack como prioridade de seu governo, mas até o momento apenas Diadema e São Bernardo foram inseridos no programa e receberam R$ 1,9 milhão para financiar tratamentos. As demais cidades ainda não apresentaram planos.
As cracolândias do Grande ABC saltam aos olhos da população. E também são conhecidas dos policiais, das administrações municipais e, principalmente, dos profissionais de Saúde que lidam com este problema diariamente. "Estamos enxugando o chão com a torneira aberta", disse um psicólogo, que trabalha no tratamento de dependentes químicos.
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